Bem, produto e imobilizado: o que entra no Controle de Bens e o que ele não faz
A pergunta que mais chega ao Controle de Bens não é de tela: é de fronteira. O que entra aqui, o que não entra, e até onde o aplicativo vai.
O QUE É BEM
Bem é o patrimônio de uso: o que a empresa possui e usa para trabalhar. Computador, veículo, máquina, móvel, ferramenta. Ele fica. O que interessa nele é onde está, com quem está, em que estado está e quanto vale hoje.
O QUE NÃO É BEM
Mercadoria de revenda não entra. Produto é o que entra e sai, tem custo, preço e saldo — isso é estoque, e quem responde por ele é o ERP, não este aplicativo.
Cadastrar o notebook da empresa como produto para "controlar" cria problema: ele passa a contar no estoque, aparece para venda e mexe no custo. Se isso já foi feito, o caminho é cadastrar o bem aqui e resolver o produto no estoque. O Controle de Bens não converte um no outro e não sabe que o outro existe.
Insumo que acaba também não é bem. Material de consumo é estoque.
OS TRÊS CAMPOS QUE FAZEM A DEPRECIAÇÃO
No cadastro do bem existem VIDA ÚTIL, em meses; DEPRECIAÇÃO, o percentual anual descontado do valor; e VALOR RESIDUAL, o valor que sobra ao fim da vida útil.
Nenhum dos três é obrigatório. É exatamente por isso que relatório de depreciação vem vazio ou com número estranho: o campo ficou em branco no cadastro. Não é falha do relatório.
Quanto tempo de vida útil e qual percentual usar em cada bem é definição do CONTADOR da empresa. O aplicativo aplica o que estiver cadastrado e não sugere nada.
REVISÃO É MANUTENÇÃO
Revisão, aqui, é a manutenção ou vistoria programada do bem. É a resposta para "como controlo a manutenção dos equipamentos". Não confunda com o histórico do bem, que registra outra coisa, nem com ordem de serviço.
O QUE O APLICATIVO NÃO FAZ
Ele não movimenta estoque, não gera lançamento no financeiro, não emite nota fiscal e não envia nada para a contabilidade. Não existe baixa contábil, não existe lançamento no imobilizado e não existe integração com sistema de contabilidade.
A depreciação sai em relatório e em gráfico. Transformar esse número em despesa no balanço é trabalho do contador, fora do sistema.
Também não existe aviso, alerta ou e-mail de revisão a vencer. Quem olha é você, pelo relatório.
PARA QUE SERVE NA PRÁTICA
Para dar número ao patrimônio em vez de estimativa: contratar seguro, negociar crédito, avaliar a empresa, fazer inventário com plaqueta, saber com quem está o notebook na hora de um desligamento e ter a base de depreciação pronta para entregar ao contador.
O QUE COSTUMA DAR ERRADO
"Cadastrei o bem e ele não entra na depreciação" — vida útil e percentual em branco no cadastro.
"O sistema não controla patrimônio" — controla. O aplicativo é o Controle de Bens, em Meus aplicativos.
"Lancei o bem e não apareceu no financeiro" — não aparece mesmo, e não é erro. Os dois não se conversam.
"Dei baixa no bem e o estoque não mudou" — também esperado. Bem não é produto.
"Ninguém me avisou da revisão" — o sistema não avisa. A revisão é consultada no relatório.