Remessa e retorno: troca de arquivos com o banco

Quem usa banco por remessa troca dois arquivos com ele. É um vai e volta, e confundir a direção de cada um é o erro mais comum.

REMESSA — VAI DAQUI PARA O BANCO
O arquivo que o sistema gera com os boletos a registrar. Você gera aqui e envia pelo internet banking do seu banco.

RETORNO — VEM DO BANCO PARA CÁ
O arquivo que o banco disponibiliza contando o que aconteceu: o que foi pago, o que foi registrado, o que teve ocorrência. Você baixa no internet banking e importa aqui. É a importação do retorno que dá baixa nos recebimentos pagos.

COMO FUNCIONA CADA LADO

Ao gerar a remessa, você escolhe a loja e seleciona quais recebimentos entram no arquivo. No fim, baixa o arquivo gerado — esse é o arquivo que sobe no banco.

Ao importar o retorno, você envia o arquivo do banco, confere a prévia do que será processado e só então conclui. No fim aparece o resultado do processamento. A prévia existe justamente para você ver o que vai acontecer antes de acontecer.

O QUE MAIS GERA DÚVIDA

"Gerei a remessa e o cliente não recebeu o boleto" — gerar a remessa não registra o boleto: registrar é o banco, depois que você sobe o arquivo lá. Enquanto o arquivo não for enviado ao banco, nada aconteceu do lado dele.

"O cliente pagou e a conta continua em aberto" — em banco por remessa a baixa não é automática: ela vem quando você importa o arquivo de retorno. Sem importar, o sistema não tem como saber do pagamento.

"O banco recusou meu arquivo" — arquivo recusado, layout incompatível ou ocorrência no retorno são do banco. O código de ocorrência que o banco devolve é dele, e é com o gerente ou o canal de suporte do banco que se descobre o que ele significa.

QUEM USA BANCO POR API NÃO PRECISA DISSO

Nas integrações por API não existe remessa nem retorno: o boleto é registrado direto e a baixa volta sozinha. Se alguém está procurando a tela de troca de arquivos e usa um banco por API, a tela não é o caminho — não é necessária.