Cobranças: o link público de pagamento — o que o cliente vê, por que dá erro e como provar envio e visualização

O QUE É O LINK PÚBLICO

Quando você envia uma cobrança por e-mail ou WhatsApp, o ERP anexa um endereço público, sem login, que abre o boleto ou o Pix daquele recebimento. Quem monta esse endereço é o sistema, não você e nem o cliente.

OS LINKS PÚBLICOS (LISTA FECHADA)

São estes e só estes, sempre no domínio do sistema da sua empresa:

O link novo. É o único que registra visualização. Ele aponta para o registro de envio, e não para o recebimento. Ao ser aberto, decide sozinho para onde ir: se a forma de pagamento está marcada como Pix, abre o Pix; em qualquer outro caso, abre o boleto.

Os dois links antigos do boleto — endereços diferentes que executam exatamente a mesma ação: abrem o boleto do recebimento.

O link antigo do Pix — abre o Pix do recebimento.

Os links da fatura e do recibo — são da fatura e do recibo daquele recebimento. Não são link de pagamento e não registram nada de envio ou visualização.

QUEM ESCOLHE O LINK QUE VAI NO ENVIO

O sistema escolhe, pela marcação da forma de pagamento do recebimento (as marcações de boleto, Pix e cartão do cadastro da forma de pagamento). A regra é esta, e vale igual para e-mail e para WhatsApp:

Se a forma não está marcada como boleto, nem Pix, nem cartão, a mensagem sai sem link nenhum e nenhum registro de envio é criado.

Se está marcada, o ERP grava primeiro o registro de envio e o link vira o link novo, com o código desse envio.

Se a gravação do registro não acontece (falta empresa, loja ou usuário logado, ou falta o recebimento, o assunto, a mensagem, o nome ou o contato do destinatário), o sistema cai nos links antigos: forma marcada só como boleto vai para o link antigo do boleto, só como Pix vai para o link antigo do Pix, e qualquer outra combinação, inclusive cartão, vai para o segundo link antigo, que também abre o boleto.

Atenção a um caso que confunde muito: o link que aparece na tela do próprio recebimento, para você copiar, é sempre um dos links antigos. Ele nunca é o link novo. Quem manda esse link copiado por fora do sistema não cria registro de envio e nunca vai ver "visualizado".

O QUE O VISITANTE VÊ QUANDO O LINK NÃO ABRE (LISTA FECHADA)

"Este lançamento não está disponível!" — é a mensagem genérica de quem está de fora. Ela esconde o motivo real de propósito, para não expor dado a quem não está logado. Os motivos são: o código do link não encontrou nenhum recebimento; o recebimento não tem forma de pagamento; a forma não está marcada como boleto nem cartão (nos links de boleto), ou não está marcada como Pix nem cartão (no link do Pix); o recurso não está liberado para a loja.

"Este lançamento já foi pago!" — o recebimento já teve baixa. Essa checagem é a última da fila: se o lançamento estiver baixado E a forma estiver errada, o cliente vê a mensagem genérica, não esta.

"Link de pagamento não encontrado!" — só acontece no link novo: o código do link não corresponde a nenhum registro de envio, ou o recebimento ou a forma de pagamento daquele envio foram apagados. Também acontece com link cortado pelo cliente de e-mail ou editado à mão.

"Hash não encontrado" — o link novo aberto sem código nenhum.

"Forma de pagamento X não vinculada a integração!" — aparece no Pix: a forma está marcada como Pix, mas não aponta para uma integração de cobrança. No boleto do link público essa mensagem não aparece — forma de boleto sem integração bancária gera o PDF do boleto pelo próprio ERP.

"Você não tem permissão para acessar esta área!" — quem abriu é usuário logado da própria empresa e não tem a permissão de imprimir boleto ou Pix.

Um detalhe importante: usuário logado na própria empresa não vê a mensagem genérica, vê o motivo verdadeiro, que é "Este lançamento não está vinculado a uma forma de pagamento válida!" ou "O seu plano atual não lhe permite ... Por favor, contrate outro plano!". Por isso, para reproduzir o que o cliente vê, abra o link numa janela anônima. Logado, a mensagem é outra.

FUNCIONAVA ONTEM E HOJE NÃO ABRE

Baixa mata o link. No instante em que o recebimento é baixado, os links passam a responder "Este lançamento já foi pago!". A tela de compartilhar também recusa: recebimento baixado devolve "Este lançamento já foi pago!" antes de montar qualquer mensagem. Então, antes de investigar e-mail ou navegador, confira se a conta já foi quitada, inclusive por baixa em lote ou conciliação.

A mesma tela de compartilhar recusa antes de montar a mensagem quando o recebimento não tem forma de pagamento, quando a forma não está marcada como boleto, Pix nem cartão, quando faltam dados bancários na forma e quando não há cliente ou pessoa vinculada ao recebimento.

COMO SABER SE FOI ENVIADO E PARA QUEM

Cada envio fica guardado com situação, enviado em, visualizado em e observação; e, na mensagem daquele envio, assunto, texto, canal (e-mail, WhatsApp ou SMS), nome e contato do destinatário e quem enviou. A consulta exige um filtro: por recebimento ou por cliente. Ela devolve os 100 registros mais recentes, do mais novo para o mais antigo, e só os da empresa e da loja em que você está logado. Se o cliente foi cobrado por outra loja, você não vê o envio ali.

O QUE "ENVIADO" PROVA E O QUE NÃO PROVA

O registro é criado no momento em que o link é montado, ANTES de o e-mail sair. No WhatsApp é ainda mais cedo: o registro nasce quando o sistema monta o link do WhatsApp, antes de você mandar a mensagem — se você desistir de enviar, o envio fica registrado assim mesmo. E, se o disparo do e-mail falhar depois disso, o registro continua lá como "enviado". Ou seja, "enviado" prova que o ERP montou o envio, não que a mensagem saiu nem que chegou à caixa do cliente. Entrega, abertura de e-mail e leitura de WhatsApp o ERP não mede.

Um caso em que não sai e-mail e também não fica registro nenhum: endereço de e-mail bloqueado. O sistema devolve "Este e-mail encontra-se bloqueado!" e para antes de montar o link.

O QUE "VISUALIZADO" PROVA

A marca de visualizado só existe no link novo. Ela é gravada quando alguém abre o link e não é um usuário logado da mesma empresa — isso é de propósito, para que você conferindo o link não marque como se fosse o cliente. É gravada uma única vez, na primeira abertura: reaberturas não mudam a data e não existe contador. E é gravada logo na entrada, antes de o lançamento ser validado: por isso um envio pode ficar como visualizado e mesmo assim o cliente ter visto "Este lançamento já foi pago!".

Nos links antigos não existe visualizado em. O que existe: na primeira vez que um dos links antigos de boleto é aberto de fora da empresa, o ERP muda a situação do boleto do recebimento e, se o boleto tinha sido enviado por e-mail por algum usuário, gera uma notificação interna para esse usuário, no formato "nome do cliente visualizou o boleto de número #código". Não confunda: essa notificação não preenche o visualizado em da lista de envios. No link antigo do Pix não há nem isso. Nunca conte com rastreio de abertura em link antigo.

LINHA DO TEMPO DO RECEBIMENTO

Existe um histórico do recebimento, e hoje ele mostra a criação ("A cobrança foi criada e registrada no sistema"), o vencimento ("Data de vencimento da cobrança" enquanto está a vencer, ou "A cobrança atingiu o prazo de vencimento") e a baixa ("A cobrança foi quitada e teve sua baixa registrada"), ordenado do mais recente para o mais antigo, com a criação no fim. O histórico prevê linhas de envio e de visualização, mas hoje elas não são preenchidas. Para ver envio e visualização, use a consulta de envios, não o histórico.

ASSUNTOS QUE FICAM DE FORA DAQUI

Emissão do boleto em si, registro no banco e cadastro da integração bancária. Cadastro de forma de pagamento, baixa e conciliação são conceitos do ERP. Régua de cobrança e disparo automático são de Gestão de Cobranças. O roteiro comum de ligar um meio de pagamento e o funcionamento geral do Pix são assunto dos meios de pagamento.