Devolução e troca: o que acontece em cada módulo

Devolver não é apagar a venda. A venda aconteceu, e a devolução é um segundo movimento que desfaz os efeitos. Apagar a venda original destrói o histórico e desencontra o fiscal.

O que precisa ser tratado, um a um:

ESTOQUE. O produto devolvido volta à prateleira — ou não, se veio quebrado. Confira o saldo depois; devolução parcial é a que mais deixa saldo errado.

FINANCEIRO. Se ainda não foi pago, cancele ou reduza as parcelas em aberto. Se já foi pago, o cliente tem crédito: ou devolve o dinheiro (lançamento de saída), ou fica de crédito para a próxima compra. As duas coisas precisam ser lançadas — nenhuma acontece sozinha.

FISCAL. Nota autorizada dentro do prazo: cancelar. Fora do prazo: nota de DEVOLUÇÃO (entrada), que é o documento que estorna a saída perante o fisco.

COMISSÃO. A venda devolvida não deveria comissionar. Confira a comissão do vendedor no período; se já estava liberada, o acerto é manual.

TROCA. O sistema tem o tipo de movimentação Troca na própria tela de devolução, e é por ali que se lança. Em termos de efeito, a troca continua sendo duas coisas: o que volta e o que sai. Se o produto novo custa mais, a diferença vira uma parcela nova; se custa menos, vira crédito.

A pior saída é editar a venda original trocando os itens: o estoque já movimentou, a nota já saiu com os itens antigos, e o histórico deixa de contar o que realmente aconteceu.