Ordem de serviço: fluxo, peças e o que ela gera
A ordem de serviço é para trabalho que tem execução e acompanhamento: conserto, instalação, manutenção, visita técnica. A venda é para quem entrega na hora.
A O.S. tem três coisas dentro dela:
- SERVIÇOS / MÃO DE OBRA — o trabalho executado;
- PRODUTOS / PEÇAS — o que foi aplicado;
- o EQUIPAMENTO atendido, com defeito relatado, solução e laudo.
O QUE A O.S. GERA — E DE QUEM ISSO DEPENDE
Estoque, financeiro e nota fiscal não são automáticos por natureza: dependem da SITUAÇÃO em que a O.S. está. Cada situação é configurada para lançar ou não lançar estoque, lançar ou não lançar financeiro, e gerar ou não a NFS-e.
Então:
- "finalizei a O.S. e não gerou financeiro" — a situação em que ela está não lança financeiro;
- "as peças não saíram do estoque" — a situação não lança estoque, ou a peça é um produto que não movimenta estoque;
- "a nota saiu sozinha" ou "a nota não saiu" — também é a situação.
As situações que já vêm são Em aberto, Em andamento, Concretizada e Cancelada. Vale criar as que descrevem o seu processo real — "aguardando peça", "aguardando aprovação" — em vez de deixar tudo em "em andamento", porque é a situação que permite saber o que está parado na bancada.
SOBRE AS NOTAS
Serviço vira NFS-e; peça cobrada à parte pode exigir NF-e. São notas diferentes, e há cidade e regime em que sai só uma delas — confirme com o seu contador.
PONTOS QUE MAIS GERAM DÚVIDA
- Peça esquecida deixa o custo da O.S. mentiroso: lance tudo o que foi aplicado.
- O TÉCNICO e o VENDEDOR são campos distintos, e a comissão segue quem estiver configurado.
- Finalizar a O.S. não significa receber: o financeiro tem vida própria, e a baixa é um passo à parte.
- Orçamento reprovado não deve virar O.S. finalizada; cancele, para não poluir os relatórios.
Dá para imprimir ou enviar a O.S. para o cliente aprovar antes de executar — é o que evita a discussão de valor na entrega.