Serasa: a janela de consulta — escolher o tipo, o que trava o botão e o CNPJ alfanumérico

A MESMA JANELA, VÁRIOS PONTOS DE ENTRADA

A tela onde você pede a consulta é uma só. Ela abre:

  • pelo botão "Consulta SERASA" que fica ao lado do campo CPF ou CNPJ no cadastro de Clientes, no de Fornecedores e no de Transportadoras;
  • pelo botão Adicionar dentro do aplicativo Serasa;
  • pelo botão "Realizar consulta" da tela de apresentação do aplicativo Serasa (a que aparece antes de existirem consultas).

Em todos os casos é a mesma janela, com os mesmos campos, as mesmas opções e as mesmas travas. Por isso não adianta procurar diferença entre "consultar pelo cadastro" e "consultar pelo app": muda só de onde você chamou.

A diferença prática é só o preenchimento. Chamando pelo cadastro, o documento já vem preenchido com o CPF ou CNPJ que está no formulário (se o campo estiver vazio, a janela abre vazia). Chamando pelo Adicionar, o campo vem vazio e você digita.

Um limite importante: dentro do aplicativo Serasa também existe "Consultas de antecedentes", que é outra tela, com outros campos e outro fluxo. Nada do que está descrito aqui vale para ela.

NO CADASTRO, O BOTÃO ACOMPANHA O TIPO DE PESSOA

O botão "Consulta SERASA" fica dentro do bloco do documento: no cadastro marcado como pessoa física ele aparece ao lado do CPF; no marcado como pessoa jurídica, ao lado do CNPJ. É por isso que ele parece "sumir" ao trocar o tipo de pessoa — ele mudou de lugar junto com o campo.

Nos cadastros esse botão não depende de permissão nem de a integração estar ativa: ele sempre aparece. Quem não pode consultar descobre isso dentro da janela, pelo aviso de plano ou de saldo.

O TIPO DE DOCUMENTO É DECIDIDO PELO QUE VOCÊ DIGITA

Não existe botão de "pessoa física / pessoa jurídica" nessa janela. O sistema olha o que você digitou e decide: mais de 11 caracteres, ou qualquer letra, vira CNPJ; o resto vira CPF. As letras são propositais — o campo aceita CNPJ alfanumérico e preserva as letras que você digitar, convertidas para maiúsculas.

Consequência que confunde: se você já tinha marcado uma opção de CPF e continua digitando até virar CNPJ, o sistema troca sozinho a opção marcada, e a marcação cai na consulta básica do novo tipo. Se você queria a detalhada, marque de novo depois de terminar de digitar o documento.

AS QUATRO OPÇÕES — LISTA FECHADA

São quatro opções ao todo, e só duas aparecem por vez, conforme o documento digitado. Não existe outra, nem opção configurável. Se algum material antigo fala em "consulta completa", está errado: esse nome não existe na tela.

Para CNPJ:

Consulta detalhada — Serasa Score, limite de crédito, dados cadastrais, quadro de sócios, histórico de consultas, histórico de pagamentos, dívidas financeiras, cheques devolvidos, anotações completas.

Consulta básica — Serasa Score, dados cadastrais, quadro de sócios, histórico de consultas, histórico de pagamentos, dívidas financeiras, cheques devolvidos. Ou seja: a mesma lista da detalhada, sem limite de crédito e sem anotações completas.

Para CPF:

Consulta detalhada — Serasa Score, dados cadastrais, histórico de consultas, dívidas financeiras, cheques devolvidos, participação em empresas, anotações completas.

Consulta básica — Serasa Score, dados cadastrais, dívidas financeiras, cheques devolvidos, participação em empresas. Ou seja: a mesma lista da detalhada, sem histórico de consultas e sem anotações completas.

Ao lado do título de cada opção aparece o valor daquela consulta. Esse valor vem da carteira e não se altera na janela.

O SISTEMA LEMBRA O QUE VOCÊ ESCOLHEU DA ÚLTIMA VEZ

Ao clicar em Consultar, o sistema guarda no navegador, por usuário, se você pediu básica ou detalhada. Na próxima vez a janela já abre com esse tipo marcado, adaptado ao documento em tela — desde que ainda haja saldo para ele. Como fica guardado no navegador, trocar de máquina ou limpar os dados do navegador zera essa memória, e outro usuário no mesmo computador tem a preferência dele, não a sua.

AS TRAVAS, E COMO DIFERENCIAR

São situações diferentes, com mensagens diferentes. Ler a mensagem já diz o que resolver.

Sem plano ativo: aparece o aviso "Essa funcionalidade está disponível apenas para usuários com plano ativo" e o botão do rodapé deixa de ser Consultar e vira "Assine agora", que leva para a tela de plano. Aqui saldo não resolve nada. Nessa situação o campo do documento também não é exibido.

Sem saldo: aparece "Saldo insuficiente para realizar a consulta." e o botão do rodapé vira "Saldo insuficiente", desabilitado. Nesse aviso, quem tem acesso a Meu plano vê o atalho "Clique aqui para recarregar", que abre a carteira; quem não tem acesso lê "Contate o administrador do sistema" — não é falha, é a mesma tela mostrando o caminho certo para cada perfil. Aqui também o campo do documento não é exibido, o que costuma ser lido como "a janela abriu quebrada".

Clicar numa opção sem saldo: o sistema avisa na hora, "Saldo insuficiente para realizar a consulta!", e a opção fica desabilitada.

A janela abre e fecha sozinha com uma mensagem de erro: aí não foi nenhuma das travas acima — o sistema não conseguiu carregar os dados da carteira. A mensagem exibida é a que voltou da carteira; anote-a antes de fechar, porque é ela que diz o que aconteceu.

O ponto que mais gera chamado: o saldo é por TIPO de consulta. Ter saldo não é ter saldo para tudo. Pode existir saldo de básica e não de detalhada, ou saldo de CNPJ e não de CPF. Por isso a mesma empresa consegue fazer uma consulta e não consegue fazer a seguinte. Como o saldo funciona, como recarregar e onde acompanhar: veja a pasta Carteira.

DOCUMENTO QUE JÁ FOI CONSULTADO

Se ao clicar em Consultar já existir consulta para aquele documento, o sistema não repete sozinho. Abre o aviso "Já existe uma consulta para este documento. Você pode visualizar a consulta existente ou gerar uma nova" e troca o rodapé por dois botões: "Nova consulta", que pede outra consulta do zero, e "Visualizar", que apenas abre a consulta que já existe, sem gerar nada. Se você só quer ver o resultado, use Visualizar.

DEPOIS DE CONSULTAR, VOCÊ SAI DO CADASTRO

Quando a consulta é feita com sucesso, o sistema mostra "Consulta realizada com sucesso!" e leva você para dentro do aplicativo Serasa, na tela do relatório daquela consulta. É o comportamento normal, não é erro nem sessão caindo. Mas é exatamente por isso que o cliente relata "consultei e o sistema me tirou do cadastro do cliente". Se você estava no meio de um cadastro ou de uma edição, salve antes de pedir a consulta — a navegação para o relatório abandona o formulário aberto.

O QUE COSTUMA DAR ERRADO

"É necessário informar o documento corretamente." — o documento está incompleto. A validação é de tamanho: número curto, colado pela metade ou faltando dígitos não passa. Confira o documento inteiro, com máscara.

A opção que eu queria sumiu da tela. Você mudou o tipo detectado. Ao passar de 11 caracteres, ou ao digitar uma letra, o par de opções de CPF é substituído pelo de CNPJ. Termine de digitar o documento e só então escolha o tipo de consulta.

O botão Consultar não aparece, aparece "Saldo insuficiente", e o campo do documento não está lá. Não é permissão nem bloqueio da Serasa: é saldo do tipo que está marcado. Marque a outra opção — se ela estiver habilitada, o campo do documento e o botão Consultar voltam, e isso confirma que falta saldo só daquele tipo.

Cliquei em Adicionar no app e recebi aviso de permissão. Aí não é a janela, é a permissão de adicionar consultas do usuário; isso é tratado na fonte de permissões do Serasa.

Consultei o mesmo documento de novo e o saldo caiu de novo. Se você clicou em "Nova consulta" no aviso de consulta existente, o sistema pediu outra consulta — é uma consulta nova, não uma releitura. Para só reler o resultado anterior, o botão é Visualizar. O extrato de consumo fica na Carteira.