IBS e CBS na transição: os tributos antigos continuam na mesma nota
Durante a transição, a nota carrega os dois conjuntos de tributos ao mesmo tempo. O arquivo continua com ICMS, PIS, COFINS e ISSQN e ganha, além deles, o grupo do IBS e da CBS. Um não apagou o outro.
VER ICMS JUNTO COM IBS E CBS NÃO É ERRO
É a estranheza mais comum de quem abre o XML pela primeira vez depois da atualização: "apareceu IBS e CBS, mas o ICMS continua lá". É assim que tem de ser hoje. Não tente zerar nem remover os tributos antigos para deixar só os novos.
UM DEPENDE DO OUTRO
A base de cálculo do IBS e da CBS não é o valor do produto puro. O sistema parte do valor do item, soma frete, seguro, outras despesas, imposto de importação e Imposto Seletivo, e desconta o desconto, o PIS, a COFINS, o ICMS — inclusive o ICMS monofásico, o Fundo de Combate à Pobreza e a partilha do ICMS para o estado de destino — e o ISSQN.
Ou seja: os tributos antigos são calculados primeiro, e o IBS e a CBS vêm depois, em cima do que sobra. Se o ICMS de um item muda, a base do IBS e da CBS muda junto. Por isso um valor de IBS fora do esperado quase sempre começa num imposto antigo mal configurado, e não na aba nova.
QUANDO A CONTA DÁ NEGATIVO
Se os tributos descontados passarem do valor do item, a base fica zero: o arquivo da nota não aceita base negativa. Base zerada num item de valor alto é sinal de imposto configurado a mais — vale conferir a regra fiscal daquele produto.
Quais situações e classificações se aplicam à sua operação é leitura da sua contabilidade.