Chave de acesso: o que dá para ler nos 44 dígitos
A chave de acesso é o número de 44 dígitos que identifica um documento fiscal em todo o país. Vale para NF-e, NFC-e, CT-e e MDF-e.
Ela não é aleatória — é montada a partir dos dados da própria nota, nesta ordem:
- 2 dígitos: código da UF do emitente
- 4 dígitos: ano e mês da emissão (AAMM)
- 14 dígitos: CNPJ do emitente
- 2 dígitos: modelo do documento (55 = NF-e, 65 = NFC-e, 57 = CT-e, 58 = MDF-e)
- 3 dígitos: série
- 9 dígitos: número da nota
- 1 dígito: forma de emissão (normal, contingência, EPEC…)
- 8 dígitos: código numérico aleatório
- 1 dígito: dígito verificador
Isso é útil no dia a dia: olhando a chave você sabe de que empresa é a nota, de que mês, qual o modelo, a série e o número — sem abrir o XML. Os dígitos 7 a 20 são o CNPJ do emitente; os 21 e 22 dizem se é NF-e ou NFC-e.
Como consequência: mudou qualquer um desses campos no XML, a chave muda. Chave "diferente" da esperada normalmente é nota reemitida com outro número, série ou data — não é erro de digitação.
Com a chave em mãos você consegue, no Portal Nacional da NF-e:
- consultar a situação da nota (autorizada, cancelada, denegada);
- ver os eventos registrados, inclusive manifestações;
- baixar o XML, quando tem direito a ele.
É a informação a pedir ao cliente ou ao fornecedor quando falta o XML: a chave basta.